Paraná

PC usa tecnologia para fazer progressão de idade digital e buscar crianças desaparecidas

A Polícia Civil do Paraná (PCPR) possui um sistema para auxiliar na busca de pessoas desaparecidas. Trata-se de progressão de idade digital que possibilita o envelhecimento da fotografia e faz uma representação da face em data mais atual. O trabalho, iniciado em 1994, já ajudou na busca de diversas pessoas, principalmente crianças.

A partir da progressão da idade é possível fazer a análise das possíveis transformações decorrentes do crescimento e envelhecimento facial, entre a data de desaparecimento e o atual momento. A técnica tem como principal objetivo auxiliar na busca de crianças desaparecidas.

No Paraná, todos os registros de desaparecimento de crianças são investigados pelo Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (SICRIDE) da PCPR. Atualmente, existem 27 crianças desaparecidas no Estado do Paraná. Sendo que o primeiro registro de desaparecimento deu-se no ano de 1986. No ano de 2021, houve aproximadamente 140 casos de desaparecimento, todos foram solucionados.

Em casos de não solucionamento, para que a busca continue ativa ao passar dos anos, o sistema de envelhecimento da fotografia é fundamental. Isso porque ajuda nas investigações e permite ter uma ideia da aparência da criança desaparecida.

A delegada da PCPR Patrícia Paz pontua que o trabalho colabora para que denúncias sejam feitas pela sociedade durante a investigação. “A população colabora. Quando encontram alguém parecido entram em contato com a gente e verificamos a veracidade.” Afirma Patrícia.

O procedimento é feito com uma técnica que tem como base a análise de fotos de pessoas que fizeram seus RGs em momentos distintos da sua vida com grande lapso temporal.

De acordo com Eduardo Helm Junior, chefe do Setor de Representação Facial Humana do Instituto de Identificação do Paraná (IIPR), o resultado é variável e pode apresentar uma margem de erro, já que depende de muitos fatores, como a qualidade das fotos, a expressão facial, foto dos parentes mais próximos em idades semelhantes ao da pessoa desaparecida, além do estilo de vida que a pessoa teve após desaparecer.

Helm ressalta a importância da progressão de idade, pois ela mostra a preocupação e assistência da PCPR. “Há casos de 40 anos de desaparecimento e esse trabalho mostra que, apesar do lapso temporal, ele não está encerrado. A polícia nunca abandonou ou arquivou, pelo contrário, ela ainda faz esforços nessa busca, utilizando tecnologia e conhecimento, na esperança de que essas pessoas reencontrem suas famílias.” Finaliza.

A PCPR solicita a colaboração da sociedade com informações. As indicações podem ser realizadas de forma anônima pelo telefone (41) 3270-3350 ou (41) 3241-6822 ou ainda pelo site https://www.policiacivil.pr.gov.br/SICRIDE

(Assessoria)

Redação

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