Cotidiano

Cinco pescadores são presos por crimes ambientais no Noroeste

Cinco pessoas foram presas em flagrante por crimes ambientais no município de Guaporema, no noroeste, neste domingo (13). Os pescadores foram autuados pela Polícia Ambiental por utilizarem petrechos proibidos, pescarem sem licença e desmatarem área de preservação permanente.

Em nota enviada à imprensa, a Polícia Ambiental – Força Verde informou que, durante a abordagem, a equipe policial encontrou quatro embarcações na região próxima à Corredeira do Ferro. Dois barcos estavam equipados com 68 garatéias — petrechos proibidos pela legislação. Três dos pescadores abordados não possuíam licença para pesca amadora embarcada.

A ação ocorreu no âmbito da “Operação Protetor – das Divisas e Biomas”, que intensifica a fiscalização em áreas sensíveis e protegidas. A região da Corredeira do Ferro foi incluída como área proibida por meio da Portaria 177/2025-IAT, publicada em 8 de abril.

A norma ambiental proíbe a pesca no local devido à presença de um poço com quase 30 metros de profundidade. A área serve de refúgio para espécies ameaçadas como jaús, dourados, pintados e piracanjubas. O uso de garatéias e a prática da pesca na modalidade “corrico” foram vetados por causar ferimentos fatais aos peixes, mesmo quando devolvidos à água.

Além da pesca irregular, os policiais constataram a supressão de vegetação nativa em uma faixa de 150 m² em área de preservação permanente. O espaço, segundo os autuados, seria usado como ponto de apoio para refeições, com mesas e cadeiras já instaladas.

Todos os pescadores envolvidos foram conduzidos à 21ª Subdivisão Policial de Cianorte. Eles foram autuados com base na Lei Federal 9.605/98, no Decreto 6.514/08 e na Portaria estadual vigente.

Ao todo, foram lavrados nove autos de infração ambiental, somando R$ 30.900 em multas. Foram apreendidos dois barcos, dois motores de 50HP, sete caniços com carretilhas e as 68 iscas artificiais ilegais.

A Polícia Ambiental reforça que as fiscalizações continuam em todo o estado para coibir práticas ilegais que colocam em risco os ecossistemas aquáticos.

Rodrigo Mello

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Pato Branco (Unidep), tem especialização em Docência e Gestão do Ensino Superior pela Universidade Paranaense (Unipar). Com 23 anos de experiência, trabalhou em portais de notícia, assessoria de imprensa, TV e rádio. Foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e secretário municipal de Comunicação entre os anos de 2010 e 2013. Atualmente, é jornalista no portal OBemdito, onde escreve sobre política, educação, saúde, cidadania e segurança pública.

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