Foto: Reprodução/OBemdito
Umuarama segue enfrentando furtos recorrentes de fios de iluminação pública, especialmente na região do Lago Aratimbó, um dos principais cartões-postais da cidade. Um morador, que preferiu não se identificar, registrou em vídeo a situação e cobrou uma solução para o problema.
De acordo com o relato, durante a noite, indivíduos vão até o local e retiram cabos de energia enterrados. Após arrancarem a fiação, extraem o cobre e fogem com o material. A prática tem deixado parte do lago às escuras.
No vídeo, o morador questiona a falta de medidas eficazes e pergunta a quem deve recorrer diante do problema. Segundo o secretário de Segurança, Trânsito e Mobilidade Urbana (Sestram), Valdecir Gonçalves Capelli, a Prefeitura tem conhecimento da situação, mas enfrenta dificuldades na repressão.
“Temos feito um trabalho de tentativa de pegar em flagrante. Sabemos onde moram. O problema é que prende em um dia, eles são soltos no outro e voltam a cometer o mesmo crime”, afirmou.
Capelli explica que, mesmo com a presença de uma câmera de segurança no local, os criminosos conseguem agir sem serem flagrados. “Nós temos uma câmera de segurança, mas, como ela não é estática e fica girando, eles conseguem cometer o crime sem ser filmados”, conta.
A Guarda Municipal realiza patrulhas e rondas noturnas na região, mas, segundo o secretário, não há como manter um agente fixo no lago. “Nosso pedido é para que a população nos ajude denunciando. Quem vir alguém furtando fios, que nos avise, através do 190 ou 153, que iremos ao local para fazer o flagrante”, orienta.
Para tentar conter os furtos, a Polícia Civil de Umuarama anunciou recentemente a assinatura do decreto que regulamenta a Lei Municipal nº 4.595/2022. A legislação visa combater tanto o furto de fios quanto a comercialização ilegal de materiais metálicos sem comprovação de origem.
A proposta do decreto foi elaborada pela Polícia Civil e fortalece as ações contra furtos e receptação. Com a regulamentação, a Prefeitura ganha autonomia para fiscalizar e apreender materiais de origem duvidosa.
A nova legislação prevê punições para estabelecimentos que não comprovarem a procedência dos metais. As sanções incluem advertências, multas e até a cassação do alvará de funcionamento. Apesar dos esforços, os furtos seguem acontecendo.
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