Umuarama

Operação acaba com festas privadas e aplica multas em 3 bares em Umuarama

Três estabelecimentos comerciais de Umuarama foram autuados na noite deste sábado (24) por descumprimento ao decreto municipal de enfrentamento à pandemia do coronavírus.  

De acordo com as forças envolvidas na Operação Integrada de Fiscalização Urbana (Aifu), a situação voltou a ficar altamente preocupante e se as aglomerações persistirem, o número de novos casos de Covid deve voltar a subir na cidade, agravando ainda mais o quadro de superlotação no sistema de saúde.

Equipes da Polícia Militar, Guarda Municipal e Vigilância Sanitária saíram às ruas às 20 horas e rapidamente encontraram irregularidades. Em alguns casos, jovens se amontoavam dentro e fora de bares, sem máscara e compartilhando bebida. Muitos se abraçavam.

A força também vistoriou pontos de denúncias em residências privadas, onde estariam acontecendo festas clandestinas. Houve ordem de que as pessoas se retirassem dos locais.

Há fila de espera por leito nos hospitais de Umuarama e da macrorregião noroeste. “É desanimador quando vemos esse desrespeito de parte da população mesmo sabendo que não estamos conta de atender tantos casos graves nas UTIs. Nós não conseguimos fazer milagres”, disse um médico.

Oficialmente, até o momento, Umuarama contabiliza 149 mortes pela Covid-19 desde o início da pandemia. A cidade registrou 46 novos casos da doença neste sábado (24). Cinco crianças, 20 homens e 21 mulheres positivaram para o coronavírus, elevando para 9.813 o número de moradores com diagnóstico positivo desde março de 2021. Dos leitos de UTI, 100% estão ocupados.

O boletim oficial divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde mostra que há 52 umuaramenses hospitalizados em decorrência do vírus. Outras 366 seguem em isolamento domiciliar (assintomáticos ou com sintomas leves) e 52 estão internados. Também há 31 casos de suspeita de infecção, em investigação.

“O problema de tamanha irresponsabilidade de alguns é que o primeiro setor a pagar uma conta que não deve, é o comércio. A população precisa fazer sua parte. Os pais precisam exercer um maior controle sobre os filhos. Não é só quem sai para a festa que corre risco. Os familiares também”, desabafou o empresário Orlando Luiz Santos, presidente da Aciu (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Umuarama). Ele defendeu maior rigor nas fiscalizações.

Leonardo Revesso

Graduado em Direito pela Unipar, mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP e especializando em Neurociência do Consumo pela ESPM. Tutor da Olívia, da Ludi e da Mila. Está no jornalismo há 27 anos (iniciou aos 15). No OBemdito escreve sobre política e consumo.

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