William Lopes: "só queremos voltar a trabalhar dentro de um protocolo seguro e cumprir nossos contratos". FOTO: RICARDO AIRES
Proprietários e gerentes de espaços de eventos de Umuarama ainda calculam os prejuízos causados pela pandemia no setor, um dos mais atingidos desde que a Covid-19 começou a se espalhar. Eles pedem ao prefeito Celso Pozzobom que relaxe o decreto que proíbe agendas festivas e, desta forma, possam retomar suas atividades, porque já não sabem mais o que fazer.
“É desesperadora a situação do nosso setor. Já são mais de 14 meses de paralisação e não há qualquer segurança para podermos retomar os contratos, tanto de eventos sociais quanto corporativos”, diz William Lopes, gerente de eventos do Hotel Caiuá e voz ativa do setor.
Lopes oferece estrutura física para as cerimônias. Nas últimas semanas ele tem visto os clientes desistirem de vez dos contratos para executarem a agenda em outras cidades da região, que optaram por cumprir uma retomada gradativa das atividades.
“Salões de eventos estão encerrando as atividades em nossa cidade, profissionais do setor estão tendo que buscar uma nova fonte de renda. Estamos assistindo uma situação triste e não temos uma resposta. Hoje, praticamente todas as atividades econômicas de Umuarama voltaram a operar, mas o setor de eventos, novamente, segue esquecido”, relata William Lopes.
Ele acrescenta: “Montamos um plano de contingência, treinamos nossos funcionários e adaptamos nossa estrutura acreditando na retomada, o que infelizmente não se concretizou. O setor hoteleiro também tem sofrido muito com essa situação. Precisamos encontrar uma maneira de voltar, até porque enquanto estamos proibidos de trabalhar, festas clandestinas acontecem a todo o momento sem nenhum protocolo de segurança”.
Um empresário que oferece estruturas e instalações reclama que os impostos continuam chegando normalmente e se não forem pagos, a empresa fica em uma espécie de lista suja e não consegue participar das poucas licitações que ainda são realizadas por órgãos públicos. “É preciso ter mais sensibilidade das autoridades responsáveis. Realmente estamos esquecidos”.
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