Cotidiano

Técnico de enfermagem é indiciado por suspeita de abuso de pacientes em hospital no Paraná

O técnico de enfermagem suspeito de dopar e abusar sexualmente de pelo menos quatro pacientes em hospitais de Curitiba foi indiciado pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). Wesley da Silva Ferreira poderá responder por cinco crimes distintos segundo a delegada Aline Manzatto, responsável pela investigação. No entanto, a denúncia depende da análise do Ministério Público do Paraná (MPPR), que já recebeu o inquérito policial e decidirá sobre o andamento do processo.

“Foram identificadas quatro vítimas. Duas delas foram vítimas de estupro de vulnerável e outras duas foram fotografadas pelo técnico de enfermagem suspeito da prática desses crimes. Assim, ele foi indiciado pelos crimes de estupro de vulnerável, perigo de contágio de moléstia grave, registro não autorizado de intimidade sexual, falsificação de produtos destinados a fins terapêuticos ou medicinais e furto qualificado”, explica a delegada.

Wesley da Silva Ferreira, de 25 anos, está preso desde o dia 29 de outubro. De acordo com a PCPR, os crimes foram descobertos pelo então namorado do técnico de enfermagem, que encontrou vídeos dos abusos no celular do suspeito.

Conforme as investigações, os crimes ocorreram na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Segundo a PCPR, Wesley se aproveitava dos momentos em que ficava sozinho com os pacientes e os abusos aconteciam durante a noite. No entanto, apesar de o suspeito afirmar que os crimes se restringiam à UPA da CIC, a delegada Aline Manzatto acredita que ele pode ter feito outras vítimas em outros locais.

“No interrogatório, ele disse que todas as vítimas eram homens, internados na UPA do CIC. Contudo, as datas não batem, pois ele começou a trabalhar lá em novembro e a gravação foi feita em outubro”, explicou a delegada.

Após ser preso, o técnico de enfermagem afirmou à polícia que é portador do vírus HIV e que assumiu os riscos de transmissão para as vítimas. Isso motivou o indiciamento também pelo crime de perigo de contágio de moléstia grave. “Ele sabia que corria o risco de transmitir a doença para essas vítimas e até para parceiros. Perguntei se ele tinha essa intenção e ele disse que não. Mas ele sabia da possibilidade de contágio e não estava preocupado com isso”, afirmou Aline.

Além disso, os policiais apreenderam o celular do técnico de enfermagem preso por abuso sexual, além de outros medicamentos. “No local, apreendemos medicações como fentanil, quetamina e morfina que o técnico havia subtraído dos locais em que trabalhava. Por conta disso, ele foi autuado em flagrante por furto”, relata a delegada.

(Com informações RIC)

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Redação

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