Cotidiano

Câmeras revelam inconsistências no depoimento do suspeito no caso Isis

Isis Victória está desaparecida desde 6 de junho. Nesta terça-feira (30), o sumiço da adolescente grávida completou 53 dias. O principal suspeito pelo desaparecimento, Marcos Wagner de Souza, está preso preventivamente desde 17 de junho.

Investigadores da Polícia Civil do Paraná (PCPR) concluíram que a versão do suspeito sobre o desaparecimento de Isis possui imprecisões. Em depoimento, Marcos contou que deixou a jovem na entrada da Vila São José e retornou para Tibagi. Contudo, um relatório no inquérito policial contradiz essa versão e revela o trajeto que ele, de fato, teria feito no dia do sumiço.

Por volta das 18h de 6 de junho, Marcos encontrou Isis nos fundos do Cemitério Municipal de Tibagi. A jovem queria contar que estava grávida e acreditava que o vigilante era o pai do bebê. Ela entrou no carro de Marcos e foram até as proximidades da praça Leopoldo Mercer, onde o carro do suspeito foi flagrado por câmeras de segurança de um estabelecimento da região.

Na sequência, o circuito de segurança de uma distribuidora mostra o carro do suspeito deixando Tibagi. Na saída da cidade, Isis mandou sua localização para a mãe, que instantes depois foi apagada. Além disso, 56 minutos após Marcos deixar a cidade, a mesma câmera de segurança mostra o suspeito voltando para Tibagi.

Sobre a demora, Marcos conta outra versão. Ele afirma ter deixado a adolescente na entrada da Vila São José, seguido até a rotatória da PR-340, onde teria parado para arrumar um problema mecânico no carro, e então voltou para casa.

A jovem de 17 anos foi vista pela última vez em 6 de junho, quando saiu de casa para se encontrar com o vigilante Marcos Wagner de Souza, conforme apontam as investigações da Polícia Civil. A adolescente estaria grávida do suspeito.

Marcos está preso temporariamente e não confessou participação no sumiço de Isis Victória. Ele, no entanto, assumiu que teve um relacionamento com a adolescente. A Polícia Civil segue com as apurações, mas mantém sigilo das atualizações “para garantir a integridade e a eficiência das investigações”, de acordo com a corporação.

(Com informações Massa News)

Redação

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