Maryel Sedovski é a Dra. Borboleta, Vivian Campos é a Dra. Margarida, Júlia Sales Lehmkuhl é a Dra. Charlotte, Thaynara Silva Rocha é a Dra. Coralina e Ana Laura Perusin Savegnago é a Dra. Aninha. (Fotos: Stephanie Gertler/OBemdito)
Com rostos pintados de branco, narizes vermelhos e jalecos coloridos, as acadêmicas de medicina da Unipar alegraram a manhã dos pacientes no Instituto Nossa Senhora Aparecida (Insa), neste sábado (15). As futuras médicas integram o projeto da Unipar (Universidade Paranaense) que leva o nome de Uniparlhaços, realizado de forma totalmente voluntária e com muito entusiasmo.
“Participar do Uniparlhaços é encarar a vida de outra forma. É enxergar o paciente além da teoria, ir para a prática, ver como ele se sente, se comporta e assim, associar essa parte social ao estudo e ao aprendizado. Isso ajuda a criar um laço de afetividade com o paciente que é uma forma de medicina individualizada, pensando em cada detalhe que possa ajudar na recuperação”, explicou Vivian Campos, um das coordenadoras do projeto.
Ao ser perguntada sobre sua motivação para participar do Uniparlhaços, ela se emocionou ao relatar que foi inspirada por seu pai, que foi paciente oncológico por quatro anos e meio. “O Uniparlhaços é parte disso, é mostrar alegria mesmo na doença e no cuidado paliativo. Meu pai, Antônio Pereira, faleceu há quatro anos, mas isso me ensinou a aproveitar todos os momentos com alegria e me motivou a fazer medicina”.
No ambiente hospitalar as palhaças semearam sorrisos pelos quartos de diversas alas. Com frases engraçadas, interações lúdicas, piadas e canções improvisadas, as jovens proporcionaram momentos de descontração para todos.
“Sabemos que o ambiente hospitalar é paradoxal, pois ao mesmo tempo que é visto como um local de cura, carrega um estigma de dor e sofrimento. A experiência de uma internação priva os pacientes e os coloca em uma posição de dependência limitada”, relatou Maryel Sedovski.
O grupo atua em hospitais, asilos e entidades sem fins lucrativos, levando acolhimento e leveza a pacientes e familiares. A equipe utiliza o conhecimento adquirido na universidade e o humor para tornar as fragilidades dos pacientes mais leves.
De forma lúdica, o hospital torna-se menos hostil, promovendo bem-estar e melhor interação entre usuários dos serviços e seus cuidadores, sejam profissionais ou acompanhantes. A imagem do palhaço humanizado, símbolo de alegria, causa muitos efeitos colaterais positivos.
Quem quiser conhecer mais sobre o projeto de extensão de medicina pode seguir o Instagram @uniparlhacos.
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