Umuarama

Mutirão cadastrou 234 pessoas com diagnóstico de TEA e emitiu 99 carteirinhas

O mutirão organizado em conjunto pelas secretarias municipais de Saúde e de Assistência Social, realizado no último dia 19, no Centro da Juventude, resultou no cadastramento de 234 pessoas com diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Como primeiro evento do gênero realizado em Umuarama, a avaliação foi bem positiva. O prefeito Celso Pozzobom visitou o local e elogiou a iniciativa. O cadastramento continuará aberto no Serviço de Atendimento Psicológico (SAP).

“Agradecemos a todas as pessoas que foram até o Ceju para realizar o cadastro e a toda a equipe envolvida. Este foi a primeira de algumas ações que realizaremos para levantarmos informações mais completas sobre o universo de pessoas com TEA em Umuarama”, disse a neuropsicóloga Renata Ortiz, uma das coordenadoras do movimento.

O objetivo é definir serviços e estratégias de atendimento e redirecionar políticas públicas a fim de melhorar a estrutura e a atenção aos autistas e seus familiares e pessoas de convívio. “Por isso é importante que quem ainda não fez o cadastro procure o SAP e levando os documentos e as informações necessárias”, acrescentou.

Com o cadastramento a Secretaria da Saúde levantou informações dos autistas (crianças e adultos) para criar um banco de dados mais completo e atualizado. Segundo Renata Ortiz, o município não tem hoje dados que informem os pacientes, nível de suporte e terapias necessárias. Ela enfatiza que o primeiro passo para a reformulação das políticas públicas é justamente o mapeamento dos pacientes.

No mesmo evento foram emitidas 99 carteiras de identificação de pessoas com o transtorno (a CipTEA). Essa carteirinha foi criada em 2020 pela lei federal nº 13.977 – conhecida como Lei Romeo Mion – e objetiva facilitar a identificação e dar prioridade ao autista no atendimento em setores públicos e privados, acesso à saúde, educação e assistência social, entre outros.

A secretária de Assistência Social, Dayanne Paola de Oliveira Demozzi, reforçou que a emissão das carteirinhas também poderá ser feita posteriormente, com apoio dos Cras. “Com esse documento, os pais ou responsáveis pelos autistas terão prioridade de atendimento na saúde e em supermercados, bancos, farmácias, bares, restaurantes e lojas em geral”, explicou.

Para obter o documento a família deve apresentar laudo clínico (relatório médico com a indicação do código da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – CID). É necessário também requerimento contendo nome completo, filiação, local e data do nascimento, carteira de identidade, CPF, tipo sanguíneo, endereço residencial e telefone, uma foto 3×4 e assinatura ou impressão digital do interessado. A carteirinha terá validade de cinco anos.

(Assessoria PMU)

Redação

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