Cotidiano

Ocorre nesta quarta-feira o julgamento do padrasto que ceifou a vida de Haislaine Barbosa

Iniciou às 9 horas desta quarta-feira (8), o julgamento de Edson Silvano Cruz, 48 anos, que admitiu ter cometido um homicídio brutal, desferindo cinco facadas em sua enteada Haislaine Lima Barbosa, de 21 anos, em 9 de novembro de 2022, em Cidade Gaúcha.

Conforme o depoimento de Edson, o crime foi motivado por um episódio de assédio sexual, no qual ele tocou as nádegas de Haislaine, que reagiu rejeitando a situação e assumindo uma postura defensiva. Com receio de ser denunciado e exposto perante sua esposa, mãe da vítima, e outros parentes, ele pegou uma faca na cozinha e atacou a jovem.

OBemdito entrevistou Dircel De Oliveira, pai da vítima, que explicou que Haislaine estava na casa de sua mãe no dia do assassinato para buscar roupas para lavar. Foi nesse momento que seu padrasto a assediou sexualmente.

Dircel expressou indignação ao comentar o caso: “Em depoimento o criminoso fala que a intenção não era matar, mas ele dá 5 facadas em uma pessoa e a intenção não era matar?! Uma pessoa jovem, que tinha um filhinho de 2 anos que amamentava ainda. Ele sabia que ela amamentava. E fala um coisa dessas? A maldade é uma coisa assim [inacreditável]…”

Dircel também relatou que o acusado agiu de forma extremamente fria e não demonstrou nenhum indício de ser o assassino até que fosse descoberto, descrevendo-o como alguém “cínico e desprovido de empatia”.

O delegado responsável pelo caso observou que o acusado apresentou contradições em suas respostas sempre que foi questionado, o que aumentou as suspeitas contra ele. As imagens de uma câmera de segurança foram cruciais para a rápida resolução do caso, pois mostravam o padrasto entrando sozinho na casa, eliminando a possibilidade de envolvimento de terceiros.

O acusado Edson Silvano Cruz

Inicialmente a versão relatada pelo acusado sugeria que Haislaine ainda estava viva quando ele a encontrou, apesar de seu corpo estar gravemente ferido. Ela foi levada ao hospital mais próximo, mas, apesar dos esforços da equipe médica, não resistiu e faleceu. Posteriormente, o acusado admitiu, diante das evidências, que lavou a faca e a guardou na gaveta da cozinha após atacar Haislaine. No momento do crime, os dois estavam sozinhos na casa.

O marido da vítima, Everton Vinicius Diniz, revelou em seu depoimento que não foi a primeira vez que o padrasto tentou assediar sua enteada, uma acusação que o autor negou, alegando nunca ter tentado praticar qualquer ato libidinoso com Haislaine anteriormente.

Haislaine era mãe de um menino de apenas 3 anos na época do homicídio, que ela ainda amamentava e é lembrada com homenagens por seu marido, Everton Vinicius Diniz, familiares e amigos em suas redes sociais.

Redação

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