Política

Ex-diretora de Saúde de Umuarama não responde grande parte das perguntas da CPI

Na manhã desta terça-feira (26) a CPI da Covid ouviu a ex-diretora de Saúde de Umuarama, a enfermeira Renata Campagnoli, que na condição de testemunha foi convidada a prestar esclarecimentos sobre os supostos desvios na área de saúde apontados pela operação Metástase, deflagrada pelo Ministério Público (MP).

A maioria dos questionamentos não foi respondido pela enfermeira, que mencionou “não ter conhecimento”, “não se lembrar” ou ainda alegou que não iria responder às perguntas por força de um habeas corpus.

VACINAÇÃO

Acerca do fura-filas na ordem de vacinação, assim como a ex-secretária Cecília Cividini, ela não falou sobre a possível imunização do prefeito Celso Pozzobom. Os parlamentares questionaram também sobre uma foto que teria sido montada para fins publicitários onde o prefeito aparece recebendo a dose da vacina. Renata não se manifestou.

A OBemdito, novamente perguntada, a assessoria de imprensa da Prefeitura disse que a vacinação de Pozzobom é uma questão de foro particular e que desconhece a existência de qualquer foto. O prefeito está fora da cidade e deve retornar apenas na quinta-feira (26).

NOTAS FISCAIS

Metástase também apontou a suposta emissão de notas frias. As investigações revelaram a possível existência de duas empresas de fachada utilizadas por servidores públicos e dirigentes do Hospital Norospar de Umuarama para emissão de notas fiscais frias e desvio de recursos públicos. Segundo as apurações, as duas empresas teriam sido responsáveis por emitir R$ 2.589.784,70 em notas frias, sendo R$ 1.772.900 relativos a supostas obras e serviços de reformas não executados e R$ 816.884,70 referentes a materiais hospitalares (como luvas cirúrgicas e máscaras) que não foram fornecidos.

Renata, que estava acompanhada do advogado João Eduardo Caliani, não respondeu se supervisionava os contratos, disse não saber quem eram os fiscais e afirmou não lembrar quem eram os gestores. Ela também não respondeu quem levava os contratos para a ex-secretária Cecília, que em seu depoimento disse que eles já chegavam prontos e que eram apenas assinados por ela.

Clique aqui e veja o depoimento completo.

Saiba mais sobre a Operação Metástase aqui.

NÃO FOI

Também estava prevista a oitiva de Lúcia Sampaio Dias, sócia da empresa Dias Vasques de Souza Serviços de Enfermagem Ltda., que também faria parte do suposto esquema investigado pela Metástase, porém, apresentou um habeas corpus.

Confira a entrevista do advogado de Renata Campagnoli:

Redação

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