Umuarama

Professora da IFPR envolve alunos do Ensino Médio em campanha de enfrentamento à pedofilia

O anúncio acima foi produzido por alunos do ensino médio, durante o mês de outubro, período em que, todos os anos, celebra-se a criança. Aproveitando-se dessa data, o mercado investe nesse público: brinquedos, jogos, personagens infantis, por exemplo, que compõem o imaginário infantil, destacam-se nas mais diferentes esferas midiáticas, movimentam shoppings, estampam vitrines; igrejas, teatros, escolas etc., por sua vez, promovem ações lúdicas, comemorativas.

Fomenta-se, dessa forma, não apenas o consumismo de sujeitos reféns do mercado, como pais, tios, avós etc, incentivados a presentear a criança, como também se cria um cenário fantasioso de sonhos, de alegria, de diversão que soleniza a beleza, a pureza, a ingenuidade dos pequenos. Mas, é necessário atentar-se para o lado obscuro que afeta a realidade de muitas crianças, independentemente, da classe social, e que, por vezes, acaba mascarado por esse cenário.

Nos primeiros 4 meses de 2023, por exemplo, violações sexuais contra crianças e adolescentes cresceram 70%, os dados são do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania¹. Quanto a isso, é igualmente assustador saber que grande parte dos abusos são cometidos por pais, mães, padrastos, amigos da família, ou seja, por pessoas próximas às vítimas.

Diante do que é fato, nós, professores, não podemos fechar os olhos para essa realidade. Por isso, idealizamos um projeto, norteado pelo ensino de língua portuguesa, capaz de proporcionar aos alunos conhecimento sobre o crime de pedofilia, a fim de que os alunos se apropriem de mecanismos de defesa para que possam se proteger e proteger a outras crianças e adolescentes de possíveis riscos.

A prática foi vinculada ao projeto “Observatório da educação de qualidade: políticas públicas, práticas e métodos” e realizada com os alunos dos primeiros anos dos cursos de Química, de Informática e de Edificações do ensino médio. Teve como objetivo integrar aspectos gramaticais e aspectos linguísticos à efetiva produção de texto, que resultou na elaboração de anúncios, a partir dos quais os alunos, além de pesquisarem sobre esse tema, alertassem a sociedade sobre os possíveis riscos de pedofilia.

Professora Leila Silvana Pontes é Drª. em Letras pela Universidade do Oeste do Paraná (UNIOESTE – Cascavel) e ministra aulas de Língua Portuguesa no IFPR desde 2013

(Instituto Federal do Paraná)

Redação

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