Umuarama

Quatro anos após suspensão, Umuarama permanece sem estacionamento rotativo

Faltando pouco mais de dois meses para o Natal, data de maior movimento no comércio, ainda não há expectativa de quando o município de Umuarama terá um sistema de estacionamento rotativo em funcionamento. Desde que o contrato com a empresa que gerenciava o Zona Azul foi suspenso em abril de 2019, o poder público ainda não conseguiu encontrar um modelo que atenda às necessidades locais.

No início deste ano, a Secretaria Municipal de Segurança, Trânsito e Mobilidade Urbana (Sestram) anunciou que adotaria um sistema de gerenciamento de vagas por meio de uma plataforma digital, e que todo o processo seria feito através de um aplicativo no smartphone do usuário. Na época, a prefeitura realizou testes com um veículo equipado com câmeras de segurança para fiscalizar o uso das vagas.

No entanto, a atual gestão ainda não tem uma data definida de quando o sistema estará operando. Conforme o secretário da Sestram, Valdecir Gonçalves Capelli, o município contratará uma empresa de consultoria técnica na área de gestão de estacionamentos para ter um direcionamento sobre o melhor formato, somente depois elaborará o edital de licitação para a contratação da empresa.

“São poucas cidades no Paraná que aplicam esse modelo, mas o único problema é que não possuem uma base sólida para seguir. Nós vamos implementar um sistema 100% informatizado. O sistema será via aplicativo, havendo apenas algumas questões técnicas que precisam ser avaliadas”, afirmou.

Apesar disso, é altamente improvável que a atual administração consiga colocar o estacionamento em funcionamento até o final de 2024. A prefeitura já está com a licitação para contratação da empresa de consultoria em andamento, no entanto, ainda precisa passar pelos trâmites para a abertura do pregão. Após isso, haverá o tempo necessário para a realização do estudo e para a elaboração do novo edital, e só então a abertura do edital para a escolha da empresa que fornecerá os equipamentos para o município, que fará a gestão do sistema.

“Nesta gestão, não conseguiremos colocar o estacionamento em funcionamento. Eu me sentirei vitorioso se conseguir deixar todo o processo pronto para a próxima gestão, que ocorrerá após o término da administração do Celso Pozzobom”, afirmou.

Para o presidente da Aciu (Associação Comercial, Industrial e Agrícola de Umuarama), Miguel Fuentes Romero Neto, a falta do estacionamento rotativo pode prejudicar as vendas no comércio durante o final do ano. Uma das soluções para reduzir as perdas devido à falta de um sistema de estacionamento rotativo tem sido a criação de vagas de curta duração.

“Vejo que a falta de estacionamento poderá acarretar perdas nas vendas de fim de ano no comércio. Dias atrás estive na Sestram cobrando do atual secretário [Valdecir Gonçalves Capelli], a respeito da situação. Eles vão contratar uma empresa para fazer um estudo”, afirmou.

E seguiu: “Pedi para que eles aumentem as vagas de curta duração. O prefeito se comprometeu a ampliar o número em até 30%. Isso deve amenizar um pouco, mas mesmo assim é imprescindível que, em no máximo seis a 12 meses, tenhamos o estacionamento rotativo funcionando para proporcionar conforto aos consumidores”, destacou.

Atualmente, existem cerca de 950 vagas com tempo de uso limitado a 30 minutos. As vagas especiais têm vigência das 9h às 18h de segunda a sexta-feira e das 9h às 13h aos sábados. No entanto, isso não tem sido suficiente para evitar a falta de vagas no centro comercial da cidade.

Suspensão do Zona Azul

A suspensão do sistema de Estacionamento Rotativo Zona Azul ocorreu em 5 de abril de 2019. Na época, a prefeitura de Umuarama suspendeu unilateralmente o contrato com a empresa Caiuá Assessoria, Consultoria e Planejamento Ltda, que prestava o serviço.

O município baseou-se em uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR), que anulou parcialmente uma das cláusulas do contrato que previa a cobrança de multas pela empresa. Além disso, havia bastante insatisfação dos usuários pelo serviço que era prestado, assim como reclamações das multas que eram aplicadas.

Rodrigo Mello

Formado em Jornalismo pelo Centro Universitário de Pato Branco (Unidep), tem especialização em Docência e Gestão do Ensino Superior pela Universidade Paranaense (Unipar). Com 23 anos de experiência, trabalhou em portais de notícia, assessoria de imprensa, TV e rádio. Foi assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e secretário municipal de Comunicação entre os anos de 2010 e 2013. Atualmente, é jornalista no portal OBemdito, onde escreve sobre política, educação, saúde, cidadania e segurança pública.

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