Foto: Geraldo Bubniak/AEN
A Secretaria de Estado da Saúde vai liberar a realização de procedimentos cirúrgicos eletivos, no sistema público e privado, em toda a rede hospitalar do Paraná, a partir desta segunda-feira (12). A decisão será formalizada com a publicação da Resolução 610/2021, que deve ser disponibilizada ainda nesta quarta-feira (7) no site da pasta.
Segundo o secretário Beto Preto, a liberação foi possível graças à redução na taxa de ocupação dos leitos Covid-19. Na segunda, pela primeira vez em quatro meses, ficou abaixo de 90%. Na terça, caiu para 87%. Nesta quarta, 86%.
“Temos observado uma redução na ocupação dos leitos, na fila de espera e na taxa de transmissão do coronavírus, como resultado da vacinação. Com isso, neste momento estamos liberando os procedimentos eletivos para aqueles hospitais que possuem condições de realizar esse serviço sem prejudicar os demais atendimentos”, disse.
De acordo com a orientação da Secretaria da Saúde, as unidades que possuem capacidade de recursos humanos, com equipes profissionais disponíveis, insumos (incluindo medicamentos) e condições de realizar os procedimentos poderão retomar essas atividades, até nova orientação. As ações devem respeitar as regras sanitárias da Resolução Sesa n° 632/2020.
A decisão foi pactuada com as Federações dos Hospitais e Santas Casas. “A suspensão dos procedimentos foi necessária para direcionarmos os medicamentos de intubação e leitos de UTI para o atendimento à Covid-19. Agora com a taxa de transmissão menor que 1 e começando a baixar a taxa de transmissão da doença, podemos retomar os procedimentos para diminuir a fila de pacientes eletivos”, afirmou o presidente da Federação das Santas Casas de Misericórdia e Hospitais Beneficentes do Paraná (Femipa), Flaviano Feu Ventorim.
Para Rangel da Silva, presidente da Federação dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado do Paraná (Fehospar), além do atendimento, a produção dos hospitais também precisa ser retomada. “A volta das eletivas é de extrema importância principalmente devido à demanda reprimida deste período em que ficaram suspensas. Além disso, também temos a manutenção econômico-financeira das instituições, que ao longo da pandemia, têm lutado para manter as suas atividades, empregos e assistência com qualidade a todos os pacientes”, disse.
(Assessoria AEN)
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