Foto: Danilo Martins/OBemdito
A situação do transporte coletivo urbano de Umuarama foi tema de reunião entre o prefeito Celso Pozzobom, o gerente-geral de unidade Wilton Cardoso e do diretor da Viação Umuarama, Rogério Constantino, na tarde desta terça-feira (6), na Prefeitura. Participaram ainda o secretário municipal de Defesa Social, Valdecir Capelli, e a Procuradora-geral do município, Dra. Carolina Cicote Moreira.
Os representantes da concessionária do transporte coletivo informaram ao prefeito que os ajustes de horários, promovidos nas últimas semanas – sem redução de linhas –, ajudaram a amenizar as perdas que vinham sendo registradas a partir do início da pandemia e a esperança é que a situação melhore com o plano de reequilíbrio apresentado ao município, em fase de análise técnica na Diretoria de Trânsito de Umuarama (Umutrans).
“Logo o plano será encaminhado para a Procuradoria-Geral e, por fim, ao prefeito Celso Pozzobom”, disse o secretário Capelli.
A empresa informou que cerca de 30% dos usuários diários são idosos com passe livre e que dos pagantes, cerca de 80% utilizam vale-transporte pago pelas empresas – com o desconto de até 6% dos salários dos trabalhadores. Lembrou que os usuários têm à disposição a compra antecipada dos passes por meio do cartão de transporte (com tarifa de R$ 4,30) e que o custo atual, em dinheiro, é de R$ 4,50. Além da redução no volume de usuários, os custos aumentaram bastante nos últimos dois anos devido à elevação nos preços dos combustíveis e insumos.
O prefeito disse que já vem tratando as questões do transporte coletivo urbano há tempos, tendo inclusive mantido conversas e recebido outros pedidos da empresa. Afirmou que está preocupado com a questão, que atinge empresas do ramo em todo o país, e que o município está analisando os meios viáveis e legais de contribuir para o reequilíbrio, dentro das possibilidades previstas no contrato e na legislação.
“Estamos analisando todas as possibilidades para contribuir com o reequilíbrio financeiro deste contrato, mas somos limitados pela legislação e também pelas condições econômicas do momento. A arrecadação municipal também sofre os efeitos da situação econômica e convive com alto volume de investimentos em saúde, assistência social e educação por conta da pandemia”, justificou Pozzobom. “É do interesse da administração que o serviço seja prestado com qualidade para os usuários e com equilíbrio para a empresa”, completou.
A solução proposta no reequilíbrio econômico do contrato gera inevitavelmente ajustes na tarifa cobrada pelo transporte, o que afetará o bolso do usuário. “Nesse tipo de contrato a concessionária se remunera da tarifa, por isso qualquer adequação a ser feita para o reequilíbrio fatalmente aumentará, nos termos da lei, o valor pago pelo usuário. Não queremos que ocorra aumento no valor do passe, por isso estamos analisando a questão com todo o cuidado”, finalizou Pozzobom.
(Assessoria PMU)
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