Umuarama

Vereadores falam sobre seus posicionamentos na sessão da Câmara de Umuarama desta sexta-feira

De todos os projetos aprovados nas duas sessões extraordinárias realizadas na manhã desta sexta-feira (11), na Câmara de Vereadores de Umuarama, quatro deles tiveram pelo menos um voto contrário.

O Projeto de Emenda 3/2017, que aumentou o número de vereadores de 10 para 17 recebeu dois votos pela reprovação, o da vereadora Ana Novais (União Brasil) e do vereador Ednei do Esporte (PSC).

Já o Projeto de Lei Ordinária 121/2022, que fixou os salários dos vereadores em R$ 10.462,46 e de R$ 13.601,19 para o presidente da Câmara, a valer a partir de 1º de janeiro de 2025, teve o voto contrário apenas da vereadora Ana Novais.

Da mesma forma o Projeto de Lei Orgânica 122/2022 que aumentou o subsídio pago ao prefeito municipal em R$ 26.802,72, e do vice-prefeito em R$ 10.462,47 e, o Projeto de Lei 124/2022, que autorizou o Poder Executivo a contrair empréstimo no valor de R$ 30 milhões junto ao Banco do Brasil.

“Foi um pedido daqueles que me elegeram e a voz do povo é a voz de Deus. Votei conforme pediram minhas bases”, afirmou Ana Novais ao justificar os votos contrários aos Projetos durante conversa com OBemdito.

“Ainda não tem abertura de crédito no orçamento para saber onde serão investidos esses recursos. A taxa de juros também é alta porque será contratado R$ 30 milhões e nós vamos pagar R$ 28 milhões de juros”, disse a vereadora

Já os vereadores que votaram pela aprovação dos PLs afirmam que os projetos eram necessários e por isso deram sua aprovação. Para Mateus Barreto (Podemos), o aumento das cadeiras no Legislativo irá garantir mais representatividade social.

“Estamos falando de um Projeto que é de 2017 e que foi debatido com a sociedade civil organizada que entendeu a necessidade de aumentar o número de vereadores para ter uma Câmara mais plural”, afirmou.

Sobre o voto favorável aos Projetos que reajustaram os salário do prefeito, vice e dos parlamentares, Barreto disse que o aumento para os vereadores só será válido para a próxima legislatura. “Havia a necessidade de recompor as perdas e equipar os subsídios dos vereadores ao dos secretários municipais”, disse.

Com relação a provação do financiamento, segundo Mateus Barreto, os vereadores entenderam que o valor que será pago justifica os investimentos. “Esses recursos serão investidos em obras importantes como asfalto, iluminação pública entre outros investimentos que se pagam se observarmos a necessidade”, argumentou.

Dispensa do interstício

Além da sessão extraordinária desta sexta-feira, uma outra estava marcada para acontecer na próxima quarta-feira (16). No entanto, os vereadores votaram e aprovaram a dispensa do intervalo necessário entre uma e outra, o que permitiu que todos os projetos da pauta fossem aprovados em 1ª e 2ª discussão e votação.

Redação

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