Os ex-ministros Marcos Pontes, Damares Alves e Tereza Cristina e o vice-presidente Hamilton Mourão, todos eleitos
Dos sete ex-ministros do governo de Jair Bolsonaro (PL) que tentavam uma cadeira no Senado, quatro foram eleitos. Em São Paulo, Marcos Pontes (PL), da Ciência e Tecnologia, saiu vitorioso.
A ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP) venceu a disputa no Mato Grosso do Sul com mais de 60% dos votos e superou o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (União Brasil), da Saúde, que conseguiu pouco mais de 15%.
No Distrito Federal a briga também era entre duas ex-ministras de Bolsonaro. Damares Alves (Republicanos), da Mulher, Família e Direitos Humanos, levou a melhor com 44,98% dos votos. Flávia Arruda, ex-ministra chefe da Secretaria de Governo, terminou com 27,05%.
Rogério Marinho, do Desenvolvimento Regional, venceu Carlos Eduardo (PDT) e foi eleito senador pelo Rio Grande do Norte. Ex-ministro do Turismo, Gilson Machado (PL) perdeu para Teresa Leitão, do PT, em Pernambuco.
Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro não teve o apoio de Bolsonaro mas também conseguiu se eleger ao Senado pelo Paraná, ao alcançar 1,9 milhão de votos. O ex-juiz da Lava Jato derrotou o bolsonarista Paulo Martins e o atual senador Alvaro Dias.
Onyx Lorenzoni (PL) é outro ex-ministro que segue firme na política. Vai disputar o segundo turno ao governo do Rio Grande do Sul com o atual titular do cargo, o tucano Eduardo Leite. Onyx obteve 37,5% dos votos válidos, contra 26,81% de Leite.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) decidirão no segundo turno quem comandará o Estado mais rico do Brasil. Tarcísio, que é da linha de frente do presidente Bolsonaro, obteve 42,32% dos votos e Haddad, 37,70%, contrariando as pesquisas de empresas tradicionais como Datafolha e Ipec (antigo Ibope).
Com 2,6 milhões de votos, o atual vice-presidente da República, General de Exército Hamilton Mourão, foi eleito senador pelo Rio Grande do Sul. Em fevereiro de 2023, vai assumir o seu primeiro mandato no Legislativo. Derrotou nomes consagrados da política gaúcha, como o petista Olívio Dutra e Ana Amélia Lemos (PSD).
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